Kirkpatrick Sale

Kirkpatrick Sale, nascido em Ítaca, Nova Iorque, em 1937, é um autor americano que tem escrito, prolificamente, acerca do ludismo, do ambientalismo (com destaque para a vertente da ecologia profunda), os malefícios da tecnologia e os benefícios do descentralismo.
Sale obteve a sua licenciatura em História na Universidade de Cornell, em 1958. Os seus escritos foram publicados em publicações tão conceituadas como The New York Review of Books, The Nation, The New York Times Magazine, Le Monde Diplomatique e a Newsweek. Num âmbito mais marginal, de tendência libertária, é um dos colaboradores da CounterPunch.
Foi um dos instigadores do protesto de 23 de Maio de 1958, em protesto contra a política de proibição da confraternização entre estudantes do século masculino e feminino da sua universidade, junto com Richard Farina.
Ainda na universidade, foi também editor do Cornell Daily Sun, jornal gerido e mantido, na íntegra, por estudantes.
É considerado a maior autoridade no que diz respeito aos movimentos separatistas dos Estados Unidos da América, ocupando nessa qualidade o posto de director do Instituto de Middlebury, e uma das referências da ecologia profunda e do primitivismo.
A título de curiosidade, aquando da sua licenciatura, em 1958, casou-se com Faith Apfelbaum, que se tornaria na editora de Thomas Pynchon, Joseph Heller e Kurt Vonnegut, entre outros.

Obras publicadas/a publicar
*Residentes das Terras, A Visão Bioregionalista
*Rebeldes Contra o Futuro, A Guerra dos Luditas Contra a Revolução Industrial

Robert Reed

Robert Reed nasceu em Omaha, no Nebraska, a 9 de Outubro de 1956. Frequentou o Liceu de Benson e, de seguida, a Universidade Wesleyana do Nebraska (UWN), em Lincoln, onde obteve o seu bacharelato em biologia em 1987. Trabalhou como técnico de laboratório na UWN em 1979 e em 1980, e numa empresa de arquitectura entre 1978 e 1987, desde 1987 tem conseguido viver da escrita a tempo inteiro, como autor de ficção científica.
Com onze romances publicados até à data nos EUA, foi o vencedor, em 1986, do concurso literário L. Ron Hubbard Writers of the Future (sob pseudónimo Robert Touzalin), fundado por Ron Hubbard em 1983, tem publicadas mais de 180 obras curtas tanto em revistas como em antologias.
Reed conta com obra traduzida já publicada na Rússia, no Japão, na Espanha e na França, país no qual foi galardoado, em 1991, com o Grand Prix de l'Imaginaire na categoria de melhor autor estrangeiro.
Foi diversas vezes finalista dos prémios Hugo e Nébula, foi vencedor do Asimov’s Readers Pool de 1996 e de 2002, galardão anual desta conceituada revista americana atribuído aos autores eleitos pelos leitores da revista como tendo sido os melhores do ano, e, finalmente, galardoado com o cobiçado prémio Hugo em 2006.
Vive ainda em Lincoln, no Nebraska, com a sua esposa e a sua filha.

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Um Bilião de Evas

Misha'El Yehudá

Misha’El Yehudá Ben Yisrael, nascido a 10 de Junho de 1966 em Belém, São Paulo, no Brasil, é um rabino brasileiro, mestre em Cabala, guionista, multi-instrumentista e especialista em criptologia bíblica, foi o primeiro rabino do movimento B’nei Anussim no Brasil.
Após passar a adolescência como ministro de música e louvor em Igrejas Cristãs, caminho que fora obrigado a seguir, voltou-se de corpo e alma para resgatar suas origens judaico-ancestrais.
Este resgate começou no ano hebreu de 5756 [1996], quando, durante um sonho ele ouviu uma tradicional canção judaica, a qual jamais tivera conhecimento. Iniciou então uma viagem incansável na busca de respostas.
Rav Misha’El descobriu que se tratava de parte de uma canção muito conhecida por seus antepassados judeus, o canto “O Ma’Tovu” [entoado em todas as sinagogas do mundo no inicio dos rituais].
Após incansáveis tentativas empreendidas na tentativa de conhecer mais o judaísmo, onde por inúmeras vezes sentiu na pele a força da discriminação e da segregação, conseguiu acesso aos rituais do shabbat [o sábado judeu] em uma sinagoga no bairro do Bom Retiro, em São Paulo.
Em Janeiro de 2000 [5759], ele iniciou na cidade de Suzano, São Paulo, a “Primeira Sinagoga do Movimento B´nei Anussim”, trazendo de volta à prática judaica dezenas de famílias situadas nos dezasseis municípios do Alto Tiete, cujas origens judaicas, haviam se perdido no decorrer dos anos forçadamente, em decorrência das muitas perseguições anti-semitas.
No ano de 2002 [5761], recebeu sua ordenação rabínica pela Sinagoga Aron HaBrit [Academia de Cabala] no Rio de Janeiro. Ainda em 2002, através de uma experiência mística, recebeu revelações sobre as causas do Holocausto e as verdadeiras origens do nazismo de um rabino Cabalista falecido em 1955 [Estas informações seriam usadas na criação de um documentário sobre o Shoá].
Em 2003 [5762], numa única manhã em um ritual conhecido como brit milá [aliança da circuncisão], devolveu ao Pacto de Abraão “onze homens”, todos circuncidados no ritual.
O movimento cresceu, e está ganhando espaço no Estado de São Paulo e em muitos estados do Brasil. Hoje, o Rabino e Cabalista Misha’El Yehudá Ben Yisrael, é uma referência no ensino da cabala judaica cumprindo a profecia dos Cabalistas antigos, de que a “Sabedoria da Cabala seria ensinada a todas as pessoas no mundo, inclusive crianças na idade de seis anos”. Seu esforço no trabalho de devolver ao judaísmo as pessoas que perderam suas origens judaicas têm se mostrado de suma importância, uma vez que não há discriminação de raça, cor, credo ou posição social. Nas palavras do rabino: “Yisrael [Yashar-El= Reto em D´us] é um estado em potencial para alcançar a iluminação messiânica existente dentro de todo ser humano”. A iluminação messiânica é o estado final do processo de correcção espiritual da pessoa”.
Desde de Novembro de 2006, o movimento ganhou dimensão nacional sendo preparado também para ajudar na classificação e agregação dos B´nei Anussim em todo o mundo, passando a se chamar “Associação Cabalista Judaica Mundial Para A Agregação De Todos Os Povos Através Da Sabedoria Da Cabala – Gará Kulam Moshav”.
O termo 'B´nei Anussim' vem do hebraico, sendo 'B´nei' plural da palavra 'Ben [filho]' e 'Anussim' plural da palavra 'Anus [Forçado]' resultando então em 'Filhos Forçados' que é uma senteça designada para aqueles judeus que foram 'forçados' à conversão católica através das muitas 'inquisições'. Semelhantemente, o termo 'maranos' que outrora, acreditava-se ser do espanhol cujo significado é 'porco', é na verdade um acróstico hebreu formado pelas palavras 'mar [amargura]' e 'anus [forçado]' resultando então em 'Forçados à Amargura', que é também designado para o tratamento dos milhões de judeus que foram forçados à conversão, tornando-se 'cristãos novos'. O próprio descobridor do Brasil era um 'anussim'. Pedro Alvarez Cabral chegou ao Brasil utilizando-se de mapas feitos pelo rabino Cabalista Abraham Zacuto.
O Rabino maranista e Cabalista Misha’El, é um especialista em criptologia bíblica há mais de dez anos, tendo conhecido os segredos dos códigos da Bíblia ainda na adolescência, encontrando diversos códigos na Bíblia que se cumpriram, alguns como a reeleição do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que fora publicado em jornal, vindo causar um grande barulho entre os Petistas em todo o País, ao constatarem a veracidade do código.
Algumas pesquisas realizadas, revelaram códigos surpreendentes, como a 'Queda do Boeing da Gol', que mostraram ligações maiores do que um simples choque entre aeronaves.
No texto criptografado encontra no Livro de Iº Samuel, escrito no 10º século AEC [Antes da Era Comum], o rabino encontrou até mesmo alguns dos nomes dos passageiros que estavam no voo 1907 da Gol.

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Qédem

Carla Ribeiro

Carla Sofia Lopes Ribeiro, nascida a 20 de Julho de 1986, natural de S. Martinho de Mouros. Obteve uma licenciatura em Medicina Veterinária pela Universidade de Trás-os montes.
Começou a escrever aos catorze anos, pela vontade que tinha em transmitir para o exterior os seus pensamentos e sentimentos. Estreou-se escrevendo poesia e alguma prosa poética, passando aos contos e, posteriormente, à narrativa mais longa.
Participou em diversos concursos literários, entre os quais os que se seguem:
Em 2001 obteve uma menção honrosa no concurso "Uma Aventura... Literária 2001".
Em 2002 ficou em 1º lugar na modalidade Poesia do concurso “Uma Aventura... Literária 2002”.
Em 2003 ficou em 3º lugar no concurso “Douro Leituras” e o 2º lugar no concurso “Descobrir Vizela”.
Em 2004 ficou em 2º lugar no concurso "Segredos da Minha Terra - Biblioteca Municipal de Vouzela", em 1º lugar nas modalidades de poesia e conto do concurso "Março Mulher 2004", da prefeitura de Guaratinguetá, do Brasil, e uma menção honrosa no Prémio Padre Moreira das Neves em Paredes.
Os seus principais interesses são a história, a literatura, poesia, música e mitologia.

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Pela Sombra Morrerão

Alain de Benoist

Alain de Benoist nasceu a 11 de Dezembro de 1943 em Saint-Symphorien (Indre-et-Loire). É casado e pai de duas crianças.
Antigo aluno dos liceus Montaigne e Louis-le-Grand, estudou na faculdade de direito de Paris (direito constitucional) e na Sorbonne (filosofia, sociologia, moral e sociologia, história das religiões).
Carreira:
1962-66 - Secretário de redacção dos Cahiers Universitaires.
1964-68 - Redactor-chefe do boletim informativo semanal L'Observateur Européen.
1967-68 - Director de publicações do Centre des Hautes Études Internationales (HEI).
1968-69 - Redactor-chefe adjunto de L'Echo de la Presse et de la Publicité.
A partir de 1969 - Director da revista Nouvelle Ecole.
1969-76 - Colaborador do Courrier de Paul Dehème.
1970-71 - Redactor-chefe da revista Midi-France.
1970-82 - Critico na Valeurs actuelles e no Spectacle du Monde.
Desde 1973 é editorialista da revista Eléments.
1977-92 - Colaborador do Figaro-Magazine.
1980-92 - Colaborador no « Panorama » da Rádio France-Culture.
Desde 1988 é Director da revista Krisis.
1991-99 – Editorialista de La Lettre de Magazine-Hebdo.
Director de colecção nas edições Copernic (1977-81), nas Editions du Labyrinthe (desde 1982), nas edições Pardès (1989-93), nas edições L'Age d'Homme (desde 2003).
Desde 2008 é um dos cronistas do quinzenário Flash Magazine, Journal Gentil et Inteligent.
Pseudónimos: Robert de Herte, Fabrice Laroche.
Fluente em: inglês, alemão, italiano, espanhol.

Notas biográficas em
Who's Who in France (França).
Annuaire des personnalités françaises (França).
Who's Who in Europe (Belgica).
Who's Who in the World (Estados-Unidos).
International Who's Who of Authors and Writers (Inglaterra).
Marquis Who's Who (Estados Unidos).

Participação em fóruns de discussão na Internet
World Association of International Studies (Estados Unidos, Stanford University)
Evolutionary Psychology (Estados-Unidos)
Geopolitika (Bielorussia)
Campo Antiimperialista (Itália)

Obras publicadas/a publicar
“Guerra Justa”, Terrorismo, Estado de Urgência, e “Nomos da Terra”, A Actualidade de Carl Schmitt
Odinismo e Cristianismo no Terceiro Reich, A Suástica Contra a Irminsul (colectânea v/a)
Para Além dos Direitos do Homem, As Liberdades

Obras publicadas noutras editoras
O que é a Geopolítica, col. « Campo livre », Edições do Templo, Lisboa 1978.
Nova Direita, Nova Cultura. Antologia Critica das Ideias Contemporâneas, col. « Doutrina / Intervenção », Edições Afrodite, Lisboa 1981.
Festejar o Natal, Lendas e Tradições, Hugin Editores, Lisboa 1997.
Comunismo e Nazismo, 25 Reflexões Sobre o Totalitarismo no Século XX (1917—1989), col. « Dissidências », Hugin Editores, Lisboa 1999.
Com ou sem Deus? (colectânea v/a), col. «Dissidências», Hugin Editores, Lisboa 2000.
Céline e a Alemanha, 1933-1945, col. « Dissidências », Hugin Editores, Lisboa 2001.

Mary Rosenblum

Mary Rosenblum, nascida em 1952 em Levittown, Nova Iorque, é autora de obras de ficção científica e de mistério policial. Passou a sua infância em Allison Park, cidade mineira nos arredores de Pittsburgh, e obteve uma licenciatura em biologia na Universidade de Reed, no Oregon.
A sua primeira história foi publicada em 1990 e o seu primeiro livro em 1993. A sua carreira iniciou-se, e em grande parte permaneceu, no campo da ficção científica embora, entre 1999 e 2002, tenha escrito uma colecção de romances de suspense policial sob o pseudónimo de Mary Freeman.
Os seus romances policiais são, de acordo com a própria, significantemente diferentes das suas obras de ficção científica, pelo que os seus leitores, dependendo dos géneros, dificilmente se cruzarão.
Em 1994 foi premiada com o galardão Crook na categoria de Melhor Romance de Estreia e em 2009 com o galardão Sidewise na categoria de Melhor História Curta de História Alternativa. Foi também vencedora da Asimov’s Readers Pool em 1997, galardão anual desta conceituada revista americana atribuído aos autores eleitos pelos leitores da revista como tendo sido os melhores do ano.
Foi também autora finalista do prémio Hugo (em 1997) e do prémio Nébula (2009).
A título de curiosidade, além de escritora é também uma conceituada queijeira, sendo professora da confecção artesanal de queijos.

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Golfinho de Júpiter

John Zerzan

John Zerzan, nascido em 1943 em Salem filho de pais naturais da Boémia, é um polémico filósofo primitivista americano muito popular entre os partidários da ecologia profunda. A sua obra critica a civilização agrária como sendo inerentemente opressiva, advogando o modo de vida dos humanos pré-históricos como modelo inspiracional para a constituição de uma sociedade de homens livres. Algum do seu criticismo aborda também as questões da domesticação, da linguagem, do pensamento simbólico e o conceito do tempo.
Obteve o seu bacharelato na Universidade de Stanford, obteve um mestrado em História na Universidade Estatal de São Francisco, mas apesar de ter frequentado na totalidade o curso para a obtenção do grau de Doutor em Filosofia, na Universidade da Califórnia do Sul, mas abandonou os estudos antes de completar a sua dissertação.
Zerzan é um anarquista assumido e está associado às filosofias do anarquismo pós-esquerdista, anarco-primitivista, eco-anarquista, anti-civilização e neo-luddita, com notável destaque para o criticismo da evolução tecnológica e o modo de vida moderno. Rejeita não só o Estado, mas todas as formas de relações autoritárias e hierárquicas.
A obra de Zerzan debruça-se essencialmente sobre o forte dualismo existente entre o “primitivo” - visto como não-alienado, selvagem, lúdico e socialmente igualitário - e o “civilizado” - visto como alienado, domesticado, socialmente discriminatório e artificialmente hierárquico.
O mesmo defende que a vida anterior à domesticação civilizacional era na realidade uma vida de bem estar, de uma ligação íntima com a Natureza, uma vida saudável marcada por uma sabedoria perene, dos mais remotos valores ancestrais dos nossos antepassados.

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O Crepúsculo das Máquinas
Abastecida Pelo Nada, A Patologia da Civilização

Obras publicadas noutras editoras
Futuro Primitivo, Deriva Editores, 2007.

Aleksandr Dugin

Aleksandr Dugin, nascido em 1962, é professor de sociologia e director do Centro de Estudos Conservadores na Universidade Estatal de Moscovo, doutor em Ciências Políticas, fundador da Escola Moderna de Geopolítica Russa e líder do Movimento Internacional Eurásico.
De 1988 até 1991 foi redactor-chefe do centro editorial "EON".
Desde 1990 é o redactor-chefe do almanaque "Querido anjo".
Desde 1991 é o redactor-chefe do jornal "Elementos".
Desde 1991 é presidente da Associação Histórico-Religiosa Arktogeya.
Em 1996 e em 1997 foi autor e apresentador do conceituado programa de rádio “Finis Mundi” (Rádio 101 FM).
Entre 1997 e 1999 foi o autor e apresentador do programa “Panorama Geopolítico” (Rádio Rússia Livre).
Em 1998 foi conselheiro do Presidente da Duma, Gennadii Selezniova.
Em 1999 foi presidente de secção do "Centro de Análise Geopolítica" do Conselho Consultivo de Análise dos Assuntos de Segurança Nacional junto do Presidente da Duma.
Em 2000 lecciona o curso de "Filosofia Política" na Universidade Internacional Independente de Eco-Politologia.
Desde 2001 foi presidente do Conselho Político e presidente do Movimento Socio-Político de Todas as Rússias, Eurásia, até à sua extinção.
De 2002 até Novembro de 2003 foi presidente do conselho político do Partido da Eurásia, entretanto extinto.
Desde Novembro de 2003 é o presidente do Movimento Internacional Eurásico.
Desde Março de 2008 é o ideólogo oficioso do partido Rússia Unida, partido do governo presidido por Vladimir Putin, de acordo com a informação constante da página oficial do МЕД.
Desde Setembro de 2008 é professor da Universidade Estatal de Moscovo de M.V. Lomonosov e director do Centro de Estudos Conservadores da Faculdade de Sociologia.
Autor de mais de 20 livros, traduzidos para o inglês, o francês, o italiano, o romeno, o árabe, o espanhol e outras línguas, entre as quais, finalmente, o português.

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A Grande Guerra dos Continentes

Edward Uhler Condon

Edward Uhler Condon, nascido a 2 de Março de 1902 e falecido a 26 de Março de 1974, foi um distinto físico nuclear americano, pioneiro no campo da mecânica quântica e um dos responsáveis na criação de radares e no desenvolvimento do armamento nuclear no decorrer da Segunda Guerra Mundial. Foi também presidente da Associação de Físicos Americanos e professor na Universidade do Colorado, na qual dirigiu um polémico estudo do fenómeno OVNI patrocinado pela Força Aérea dos EUA.
Nasceu em Alamogordo, no Novo México (EUA), e obteve o seu grau de Doutor em Filosofia na Universidade da Califórnia, em 1926.
Em 1943 Condon ingressou no Projecto Manhattan, contudo passadas seis semanas demitiu-se, no rescaldo dos seus conflitos com o general Leslie R. Groves, director militar do projecto.
Condon foi um dos vários físicos americanos, entre finais dos anos 40 e primórdios dos anos 50, a despoletar a atenção do Comité Para as Actividades Antiamericanas (CPAA), tendo inclusive sido considerado o “elo mais fraco” da segurança dos Estados Unidos.
Em 1948 o presidente Harry Truman, sentado ao seu lado na Convenção Anual da Associação Americana para o Desenvolvimento Científico, denunciou o presidente da CPAA referindo que investigações cientificas cruciais “poderiam ser impossibilitadas devido à criação de uma atmosfera na qual nenhum homem se sentia seguro contra a difusão pública de rumores, mexericos e vilificações sem qualquer fundamento”. Sugerindo que tal coisa era típica do “ambiente de um país totalitário”.
Carl Sagan, outrora aluno de Condon, documentou o testemunho do próprio Condon quando este foi obrigado a apresentar-se perante uma comissão de averiguação: “Dr. Condon, temos indicação de que está à frente de um movimento revolucionário na Física que dá pelo nome de – e aqui o inquisidor leu lenta e cuidadosamente as palavras – “mecânica quântica. O que nos leva a crer que, estando à frente de um movimento revolucionário… possa estar também à frente de um movimento revolucionário de outro género.”
Contudo, a única acusação que conseguiram fundamentar foi de, quando ainda se encontrava na escola, ter trabalhado como ardina num percurso no qual era distribuído um jornal socialista…
Entre 1966 e 1968, Condon dirigiu o Projecto OVNI da Universidade do Colorado. Apesar do projecto se encontrar assolado pela controvérsia e pelas dissidências internas, a sua conclusão – de que todos os Objectos Voadores Não Identificados podem ser prosaicamente explicados – têm sido considerada crucial no parco interesse que o campo de pesquisa OVNI desperta entre os cientistas e os académicos convencionais.
A cratera Condon, na superfície da Lua, foi baptizada em sua honra.

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Análise Científica dos Objectos Voadores Não Identificados